| http://www.estacaodamulher.com.br/conteudo.php?id=562&cat=12Entre casais |
| O que acontece e ninguém diz | ||
|
| Aline Steffani
Lugares impróprios, como shows, praças, ruas, elevadores, corredores, escadas, escritórios e até a sala do chefe; situações inusitadas, quase que impossíveis de se realizar; fazer sexo com um desconhecido, ou então, de um jeito que você normalmente não teria coragem, como por exemplo, uma noite, de sadomasoquismo, ménage à trois e swing.São inúmeras as fantasias sexuais e algumas são guardadas como um grande segredo que apenas o casal e os mais íntimos conhecem. Esse é o caso do swing, a realização da troca de casais durante a relação sexual. Para quem segue a prática, esse é um estilo que necessita de muita cumplicidade e parceria e apesar de ser liberal, o ato exige regras para que tudo seja agradável e prazeroso.Swingers, como são chamados os casais, que praticam sexo grupal, são geralmente discretos e não relatam as experiências sexuais. Essa dificuldade em encontrar alguém disposto a assumir essa preferência, possivelmente está ligada a falta de compreensão da sociedade em relação a essa opção.Os encontros entre os casais ocorrem geralmente em festas organizadas ou em casas de swing, espalhadas em todo o país. A organização e as regras costumam fazer parte dessas ocasiões. Em muitas casas especializadas nessas situações, é preciso se cadastrar, passar por entrevista e comprovar a estabilidade da união. Em Campo Grande, capital Sul-Mato-Grossense, existe um estabelecimento próprio para encontros de casais, onde eles podem colocar em prática as fantasias mais secretas, mas tudo é claro, de acordo com as normas, como explica o diretor de uma casa de encontro para casais. “A gente realiza um cadastro, faz uma entrevista para explicar o que pode e o que não pode. Tem casal que está em fase final de casamento e orientamos para não irem ao clube por que isso pode piorar a situação deles ou causar algum problema. Tem que saber se eles estão preparados e se possuem estrutura emocional para freqüentar a casa”. O estabelecimento foi fundado em 1º de abril de 2004. Hoje, seis anos depois, conta com mil e seiscentos casais cadastrados. E em média a casa recebe 65 companheiros por fim de semana. Em dias de atração, como festa temática, chegam a 90 casais apenas no sábado. Além de controlar a quantidade de freqüentadores, o cadastro é uma forma de garantir a segurança dos casais. “Exigimos que eles apresentem uma documentação de identificação no clube para comprovar que são um casal verdadeiro. A maior preocupação dos clientes é encontrar algum companheiro montado, forjado. Quando identificamos esses casos, conversamos e cancelamos o cadastro”, afirma. Segundo ele, os próprios freqüentadores apontam os que tentam burlar as normas. “O pessoal mesmo denuncia as armações. Por incrível que pareça os casais são avessos a traição. Os que entendem essa filosofia não têm nenhum motivo para trair e o swing aumenta a cumplicidade entre os dois”, diz. De acordo com o diretor do estabelecimento, o swing reflete de maneira positiva no relacionamento. ”Dá uma apimentada. O clube é para casal que está há muito tempo junto e quer dar uma turbinada na relação. Têm muitas esposas que depois que começam a freqüentar passam a cuidar mais da beleza, principalmente as que fazem strip tease. Têm várias que já são avós e fazem os shows de Strip”, conta. Muitos, não freqüentam o clube para realizar a troca de parceiro e sim para sair da rotina da relação. “A mulher seduz o marido, a maioria nem faz troca de casal, vem mais para curtir o ambiente. 40% fazem a troca de casal, o restante, vem só para fazer show e nem interage com outros casais”, revela. O diretor conta que essa também é uma maneira de descobrir mais sobre seu companheiro. “Tem casal que conseguiu descobrir muita coisa que nem imaginava que o outro gostava. Tem um caso em que a esposa era muito acanhada quando começou a freqüentar a casa e agora toda vez que ela vem, faz um show de strip. Mas, quem não conhece e não sabe como funciona, julga mal”, lamenta. Problemas como, brigas por ciúmes ou outros desentendimentos não são comuns nesses ambientes destinados a momentos mais liberais, mas ainda assim, pode ocorrer um caso ou outro. “Alguns casais às vezes vêem e não sabem exatamente o que o outro gosta ou não. Só temos problemas quando tem alguma coisa mal resolvida entre os parceiros. Mas normalmente, tudo ocorre bem”, afirma. Para o diretor, ainda há muito tabu relacionado a essa questão e o que causa os pré-julgamentos é o desconhecimento sobre o assunto. “Quem não conhece pensa que todo mundo mantém relação com todo mundo, mas costumamos dizer que o clube é muito familiar. Tem gente que se sente mais desrespeitado em boates comuns que aqui. Dentro do clube quem comanda são as mulheres, elas que ditam a intensidade do contato físico”. “Tem gente que dá umas dez voltas no clube e não entra. Quando o cliente se cadastra, mostramos o ambiente e tiramos as dúvidas quando ainda não tem muita gente. E os que preferirem podem freqüentar o clube sem participar de nada. A única exigência que fazemos é que seja um casal verdadeiro”, complementa. |
Meu Casamento Esfriou ?
Por Barbara Betini
Fonte: Revista UMA/ed.110
Meu Casamento Esfriou. Devo tentar a troca de casais ?
O Swing, também conhecido como “troca de casais”, é uma prática sexual em que os casais estáveis aceitam manter relações com casais liberais, amigos ou não. A psicóloga Giovanna Lucchesi acredita que a busca pela experiência da troca de casais com a função de fornecer prazer e de diversificar a prática sexual pode ser válida e satisfatória, desde que haja um consenso entre o casal. Porém, um alerta: a busca de sexo pela troca de casais com a finalidade de resgatar qualidade conjugal e sexual de uma relação em crise pode, em um primeiro momento, fornecer a sensação de bem-estar conjugal, mas também pode, futuramente, ser um potencializador dos desencontros.
“Então, se estiver em crise, e se o casal não conseguir alinhar suas necessidades, é de extrema valia procurar um facilitador, ou seja, uma terapia de casal”, aconselha.
Não misture Emoções com Sentimentos !
Sempre que a relação está em crise, os sentimentos confusos, mas as crises nas relações não precisam ser necessariamente motivos para separações. Até mesmo as crises podem auxiliar no crescimento do casal, adequando às novas necessidades desta parceria.
“As relações podem acabar quando os parceiros não têm mais disponibilidade de investir, de fazer concessões, de dividir e se divertirem juntos. Dentro desta perspectiva, podemos assinalar a diminuição do desejo de qualquer contato afetivo e sexual”, explica a psicóloga.
É importante lembrar de que cada pessoa tem sua maneira de lidar com as situações e isso depende da forma com que ela aprendeu a se relacionar no mundo. “Um bom diálogo, claro e assertivo, que respeita a diferença e as necessidades individuais da parceria pode contribuir de maneira signicativa para a reconciliação.
Se este diálogo ocorrer de forma inadequada e o casal não conseguir alcançar os objetivos desejados, a alternativa será buscar uma ajuda especializada, mais focada, conhecida como terapia sexual”, conclui a psicóloga.
Chama Acesa
Para manter o calor do namoro, é importante que haja um diálogo claro e assertivo, mantendo assim a qualidade da relação. Encontrar alternativas para inovar a vivência sexual, e não deixar de fazer programas agradáveis a dois também são essenciais. Além disso, é necessário que o casal: respeite as vontades individuais; coloque a criatividade para funcionar; e estejam realmente dispostos a viver uma relação conjugal e sexual saudável.
A seguir, conheça alguns dos termos usuais entre os adeptos do swing: Casal liberal: casal estável, com certo grau de compromisso, que pratica o swing com frequência; Exibicionismo: prática sexual em que uma pessoa (homem ou mulher) sente-se sexualmente excitado(a) exibindo-se em trajes sumários, ou até nu, em locais públicos; Ménage: encurtamento da expressão francesa “ménage à trois”, que significa “sexo a três”. Há dois tipos de ménage: o ménage masculino, 2 homens e 1 mulher; e o ménage feminino, 2 mulheres e 1 homem; Single: homem ou mulher que pratica o swing sendo solteiro. Também pode ser aplicado a pessoas curiosas que estão conhecendo o swing sem maiores envolvimentos.





